Disseram pra gente que raiva feia é coisa de mulher descontrolada. Que a gente precisava sorrir, explicar, suavizar. E a gente engoliu. Engoliu na reunião, no grupo da família, no fim de um dia inteiro cuidando de todo mundo.
As bruxas eram mulheres que sabiam demais e não pediam licença. Em outubro, eu queria que você lembrasse delas. Não para queimar nada. Para acender.
A carta deste mês foi escrita por uma mulher que também já sentiu a garganta fechar de tanta coisa não dita. Leia devagar. E, se der vontade, escreva de volta com a letra torta mesmo.
